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A melhor defesa é o ataque

Os chineses são os maiores importadores de lácteos do mundo e no início dessa semana uma notícia foi amplamente veiculada: “A China habilitou 24 estabelecimentos brasileiros para exportação de produtos lácteos”. A certificação estava acordada com o país asiático desde 2007, mas não havia nenhuma planta brasileira habilitada a exportar. Podemos comemorar?

 

Com a habilitação desses estabelecimentos estima-se que a exportação de queijos aproximará de US$4,5 milhões. Somente os chineses importaram em 2018, em nível mundial,108 mil toneladas de queijos, com um crescimento médio anual de 13% nos últimos cinco anos. É muito não acham? E tem mais, a China importa 800 milhões de toneladas anualmente, esse valor é bem mais do que a produção total de leite do Brasil. Realmente os números são gigantescos.

 

Como vamos ganhar esse jogo? Produzindo leite e derivados em volume e com qualidade para o mercado externo. Para isso, além do Brasil precisar de melhorar a sua infraestrutura, principalmente em logística e estabilizar a sua política cambial, para não diminuir a competitividade dos nossos produtos locais no mercado internacional, é necessário que as indústrias de laticínios brasileiras se tornem mais eficientes, criativas e inovadoras.

 

Como fica para o produtor de leite? É nesse momento que a Assistência Técnica e Gerencial de qualidade entra neste jogo, para acelerar ainda mais o aumento da eficiência do produtor de leite brasileiro, produzindo mais e melhor com menos.

 

Respondendo à pergunta inicial, creio que possamos comemorar essa conquista de mercado, porém aumenta a nossa responsabilidade em tornarmos mais competitivos, que significa produzir leite e derivados com qualidade a custos compatíveis com o mercado internacional.

 

Não tenho dúvidas que com bons programas de Assistência Técnica e Gerencial e com o comprometimento de toda cadeia láctea nacional iremos ganhar. Não podemos recuar, jogar na retranca, agora é partir para cima e virar esse jogo da balança comercial de lácteos brasileira, pois não podemos preocupar somente com a importação, agora é a hora de fazer os chineses provar e gostar do leite e do queijo brasileiro, para isso a melhor defesa é o ataque.

 

 

 

 

 

Zootecnista Christiano Nascif